Concedida primeira “Patente Verde” da UFPR

A Universidade Federal do Paraná (UFPR), teve sua primeira Patente Verde deferida pelo Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (INPI). 

A tecnologia intitulada “Hidrólise enzimática da biomassa de microalga e obtenção de produto à base de aminoácidos livres para uso agrícola”, desenvolvida no Laboratório de Biofertilizantes, na Fazenda Canguiri da UFPR, consiste em um fertilizante orgânico capaz de atuar direta ou indiretamente, sobre o todo ou parte das plantas cultivadas, elevando a sua produtividade. O invento que foi deferido pelo programa Patentes Verdes do INPI, cujo o objetivo é acelerar o exame dos pedidos de patentes relacionados a tecnologias voltadas para o meio ambiente, levou apenas 14 meses para sua concessão.

Desenvolvido pelos pesquisadores Gilda Mógor, pós-doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Agronomia-Produção Vegetal (PGAPV-UFPR), Átila Francisco Mógor, professor e pesquisador do Departamento de Fitotecnia e Fitossanidade da UFPR e com colaboração de pesquisadores da Universidade Széchenyi István Egyetem – Hungria, a invenção fornece aminoácidos livres obtidos de forma natural para aplicação na agricultura, por estimular o crescimento das plantas, podendo ser matéria-prima para biofertilizantes.

(Gilda Mógor, Pós-doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Agronomia-Produção Vegetal PGAPV-UFPR no Laboratório de Biofertilizantes, na Fazenda Canguiri – UFPR. Foto: Divulgação).

Segundo a Gilda Mógor, que conduziu a pesquisa, a invenção pode amenizar a emissão de CO2. “As microalgas podem ser cultivadas em biorreatores/biofábricas, podendo mitigar a emissão de CO2, portanto sustentáveis e benéficas, sendo algumas ricas em proteínas, que por esse processo podem fornecer um insumo natural para uma agricultura mais sustentável”.

Durante o processo de concessão da patente, os pesquisadores foram auxiliados pela Agência de Inovação UFPR, responsável por gerir a propriedade intelectual da universidade. Para Alexandre Moraes, Coordenador de Gestão Tecnológica, a primeira patente verde representa significativa melhora nos processos de análises patentárias. “Esse é o resultado das novas etapas de melhoria do processo de avaliação inicial de pedidos de patente da UFPR, seja em relação à análise de patenteabilidade como no entendimento de potencial de aplicação. Desta forma, os custos gerais são otimizados o que permite o investimento financeiro nos pedidos que se enquadram no programa de aceleração do INPI, como o programa Patentes Verdes”.  

O invento agora está disponível para transferência de tecnologia e busca empresas interessadas. As organizações devem entrar em contato com a Agência de Inovação UFPR (inovacao@ufpr.br).